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10
fev
2018
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Apreciadores #32 – Dá para aprender a gostar de cerveja?

A edição 32 da Revista da Cerveja perguntou aos apreciadores se é possível aprender a gostar de cerveja. Para muitos, a cerveja é considerada o líquido dos deuses. Uma relação de amor – talvez precisasse de alguns copos para contar todas as histórias que estão por trás dela. Histórias variadas, compostas por cenários particulares e personagens únicos, assim como cada estilo da bebida. Mas onde está o princípio de cada uma?

 

Foto: Fabiane Pereira

Amor em dose dupla

Tais de Oliveira e Marcia Cândido são um casal regado a muito amor e cerveja. As duas sempre apreciaram a bebida e, após conhecerem as artesanais, se apaixonaram ainda mais. Tais finalizou seu curso de sommelier de cervejas e, junto com Márcia, continua a produzir sua própria cerveja em casa. Por ser uma bebida amarga, acreditam que é difícil convencer alguém a gostar – geralmente, quem bebe pela primeira vez não gosta. É uma questão de hábito e costume do paladar.

 

Foto: Fabiane Pereira

Encontro de trabalho

Geralmente, quem faz da cerveja sua fonte de trabalho já está habituado a ela. No caso do Roberto Nicolau, o caminho foi inverso ao comum. O gaúcho, natural de Harmonia/RS, foi funcionário da Cervejaria Antarctica de Montenegro/RS por três anos e ali ele aprendeu a ter gosto pela cerveja. Hoje, aos 59 anos, Roberto é frequentador assíduo dos festivais de cerveja da região, onde procura apreciar as novidades que o mercado oferece. Para ele, é possível aprender a gostar de cerveja e ele aconselha que essa relação comece cedo, em torno dos 20 anos, e seja construída com moderação.

 

Foto: Arquivo Pessoal

Do mainstream ao undergound

As microcervejarias transpuseram as barreiras do popular e entraram no gosto do público, deixando o paladar do apreciador mais aguçado e curioso diante das variedades que este mercado em ascensão pode oferecer. William Dias se rendeu a essa transição. A cerveja sempre fez parte de sua vida, mas, em 2013, ele conheceu as peculiaridades da bebida artesanal em um bar de Novo Hamburgo/RS. Hoje, aos 27 anos, mergulhou nesse universo e fez da cerveja seu hobby, indo além da degustação e produzindo em casa. William diz que conheceu diversas pessoas que não bebiam cerveja, mas que logo aprenderam a apreciar a bebida.

 

Foto: Fabiane Pereira

Descansando

Carlos Alvin Heine sorveu seus primeiros goles de cerveja em torno dos 18 anos de idade. Hoje, aos 66, prefere degustar as de origem artesanal, pois percebe uma grande diferença entre gostos e aromas. Inclusive, Carlos conta que fez um curso no ICB para se aperfeiçoar e está montando uma microcervejaria em Canoas/RS, cidade onde reside, para trabalhar com cerveja após a sua aposentadoria. Acredita que as cervejarias artesanais são um mundo à parte que pode ser explorado e que, com isso, se crie gosto pela cerveja.

 

Foto: Arquivo pessoal

Conhecimento, o princípio da cerveja

Jaime Pedro Folster é um catarinense que se dedica a conhecer aquilo que ama – ao menos quando o assunto é cerveja. Se encontrou com a bebida aos 20 anos, pouco depois comprou seu primeiro livro sobre cerveja – para ele, uma relíquia em qualquer estante de um apreciador. Virou cervejeiro caseiro há quatro anos, isso depois de ter feito dois cursos e muita leitura. Para ele, gostar de cerveja é uma via dupla entre apreciação e conhecimento. Normalmente as pessoas não sabem o que é cerveja. Apenas bebem. A partir do momento em que passam a conhecer mais sobre o tema, começam a gostar, também, da bebida.

 

Foto: Arquivo pessoal

Boas amizades

Ser amigo do dono do bar tem lá suas vantagens. Alexandre Cypullo que o diga. Trabalhava próximo a um pub, onde costumava beber cervejas tradicionais. Acabou fazendo amizade com os proprietários do local, que logo ofereceram cervejas especiais para ele. Com o tempo, decidiu abrir um pub na sua cidade, Ibiuna/SP. Inicialmente, o objetivo era apenas reunir os amigos, que tinham que se deslocar para cidades vizinhas. A ideia cresceu e virou negócio. Aprender a gostar de cerveja? Alexandre diz que é impossível não gostar de cervejas artesanais. Não é só uma bebida… são histórias e experiências para contar.