Notícias

19
fev
2018
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O Nordeste despontando na cena cervejeira nacional

DeBron Bier

Não eram exatamente inexperientes: os sócios Eduardo Farias, Raimundo Dantas e Thomé Calmon trabalharam um bom tempo no mercado de bebidas, tanto do lado fabril quanto do comércio.
Conheceram as cervejas especiais através dos grandes produtores, descobrindo mais tarde que isso era só a ponta do iceberg. A partir daí, começaram a apreciar cada estilo e as suas variações – até inaugurarem a fábrica própria, em 10 de junho de 2015, depois de dois anos elaborando o projeto. Perceberam que, no Nordeste, ainda não havia nenhuma fábrica de cerveja artesanal e decidiram abrir este mercado, sendo, portanto, pioneiros na região. Considerando as fragilidades mercadológicas locais e o desconhecimento de seus consumidores, começaram com estilos mais comuns, para não chocar ou afastar o grande público. Dois anos depois, partiram para estilos mais “ousados”. No começo, contaram com a consultoria do professor e mestre-cervejeiro Matthias Reinold, que ajudou em todas as etapas, até nas receitas iniciais. “Foi muito importante a participação de um profissional como ele para não cometermos erros de início. Para quem começa com paixão, mas com poucos recursos, errar pouco poupa dinheiro”, acreditam. O nome surgiu com as pesquisas iniciais, quando descobriram que a primeira cerveja das Américas havia sido feita no Recife/PE durante a colonização holandesa. Ela foi fabricada numa casa chamada “La Fointaine”, que significa “a fonte”. “Com este nome sugestivo, decidimos homenagear este marco na história cervejeira do Brasil com DeBron, que também é ‘a fonte’, mas em holandês.” As propostas da De-Bron: desenvolver o mercado e o consumidor nordestino para este mundo novo, colaborando no desenvolvimento da cultura cervejeira, mostrando que nem tudo é Pilsen, “e que cerveja pode sair de um papel coadjuvante para o principal no mundo das bebidas”.

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