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04
jul
2018
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Sidras: a vez das maçãs

A febre das sidras está chegando ao Brasil. Tendo como base a fermentação de maçãs, podendo conter outras frutas, é bastante apreciada no Reino Unido, o maior consumidor do mundo. Sua  popularidade, porém, vem crescendo significativamente na Austrália, Canadá, EUA e Nova Zelândia, com grande diversidade de tipos, aromas, sabores e formatos — fazendo surgir, a cada dia, novas sidrerias.

Há quem atribua esse resgate ao movimento de cervejas craft, já que existem semelhanças nos processos artesanais. E, claro, a onda chegou ao Brasil: recentemente foi lançada pela paranaense Morada Cia Etílica a Épo, primeira linha de sidras artesanais do país. Produzida e envasada inicialmente na Cia. Piagentini (RS) e hoje pela Empresa Brasileira de Vinificações (EBV), é composta por três rótulos (Morada Épo Hop, Épo Hibi e Épo Ambu), feitos com maçãs Fuji e Gala, das serras gaúcha e catarinense.

Reza a lenda que, na Antiguidade, gregos e romanos já dominavam a arte de produzir e apreciar sidras. Mas foi na Espanha, na França e na Inglaterra que a técnica de fermentação da fruta foi
aperfeiçoada. Nesses países, sempre se manteve o nível de consumo, enquanto os EUA, durante algumas décadas, estiveram no ostracismo.

Hoje, vivendo uma espécie de renascença, o volume de produção no país cresceu 12% em 2015, com um total de 30 milhões de caixas vendidas, comparado aos 4,2 milhões em 2009, de acordo com dados de Jon London,  diretor de marketing da Angry Orchard (EUA), durante o evento Cider- Con (conferência anual de sidras dos EUA). Ele prevê uma taxa de crescimento de 15% para os próximos cinco anos. Atualmente, o maior produtor de sidras do mundo é a HP Bulmer, de Hereford, na Inglaterra, a mais nova subsidiária da Heineken.

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Foto: Divulgação Rasip