A cerveja descobriu o bacalhau

prato harmonizado

A culinária portuguesa, historicamente, está ligada ao vinho — bebida, que, por sua vez, faz parte da vida dos portugueses. Mas todas as tradições mudam, ou se renovam, e as cervejas artesanais também estão entrando em cena nas terras lusas.

Não exatamente tomando o lugar do vinho, mas surgindo como uma alternativa. Para nos falar (e deliciar) sobre o assunto, trouxemos dois experts: a sommelier Marina Barreto Tosin e o chef Rogério Priori.

PEIXES E FRUTOS DO MAR, PREFERÊNCIAS

Em 1992, fez uma parceria com o fotógrafo Adolfo Gerchmann, com quem fundou a Orquestra de Panelas, conhecido restaurante no Moinhos de Vento, bairro nobre da cidade, partindo para uma carreira solo. “A gastronomia tem fases. Entramos na nouvelle cuisine (nova cozinha), de Paul Bocuse, depois voltei para l’ancienne cuisine (antiga cozinha), de pratos mais antigos, fogos mais lentos, servido em travessas — que é a que eu sigo hoje, porém portuguesa.

Eu faço um tripé de cozinhas: portuguesa (foco), espanhola e francesa.” A sua grande preferência são os frutos do mar e peixes, dos quais sempre gostou. “Aqui é uma dificuldade muito grande, porque Porto Alegre é a terra do churrasco.” Diz que, na busca de qualidade dos produtos, vê-se obrigado a comprar  importados de São Paulo/SP e Camboriú/SC. Segundo ele, os peixes do Sul são bons, mas a qualidade é comprometida com as condições de pesca, dos barcos e do armazenamento.

Os pratos preferidos são ostras e filé de peixe à Florentina, grelhado, que vai sobre um “colchão” de espinafre, com molho branco e gratinado. Também cita a merluza negra, mais facilmente encontrável na Espanha, como um dos melhores peixes do mundo.

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Foto: Lisa Roos

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