Brasil é o primeiro país a contar com embaixador do EBS

Prestes a completar 15 anos, European Beer Star passa a ter Rodolfo Rebelo como embaixador no país, buscando ampliar a participação das cervejarias brasileiras no concurso.

“A ideia é ter uma pessoa com contato direto, alguém que conhece o país e a sua cultura e que está bem conectado ao ramo cervejeiro”, explica Gerhard Rittmayer, presidente da Private Brauereien, associação que organiza o European Beer Star (EBS).

“Por isso, planejamos a parceria com Rodolfo Rebelo, da Malteria Blumenau, também um experiente juiz no EBS, que já julga o concurso há vários anos.” Mestre-cervejeiro, mestre-malteiro e beer sommelier, Rodolfo é o primeiro embaixador do EBS da história, tornando o Brasil o primeiro país a contar com esse representante da competição. Está nos planos da organização, aliás, incluir embaixadores em outros países, como Itália e EUA.

Divulgar e facilitar inscrições

O objetivo principal é divulgar o EBS por aqui. “A minha tarefa é facilitar a inscrição das amostras das cervejarias, auxiliar na escolha do estilo em que a amostra deve ser inscrita e, principalmente, organizar para que todas as amostras vão para Munique em um transporte só”, conta Rodolfo.

“O embaixador vai tornar o EBS mais popular no Brasil, pode auxiliar as cervejarias com informação e ajuda e deve representar nossa ideia do EBS em todo o Brasil”, acrescenta o presidente Gerhard.

Um bom relacionamento

A aproximação de Rodolfo com a Privaten Brauereien se deu a partir da atuação como juiz e do bom relacionamento que ele manteve com a Doemens Akademie, parceira do EBS e onde ele fez todos os seus cursos profissionalizantes cervejeiros.

Foto: Bischof&Broel

Em 2018, a organização apontou que as inscrições brasileiras tinham enfrentado dificuldades — e Rodolfo, como juiz, auxiliou algumas cervejarias nesse ponto. “Eles perceberam que ali poderia se formar uma boa aliança. Continuamos a conversa sobre o assunto para eu poder ajudar o EBS no Brasil e, assim, chegamos até aqui”, conta.

Visibilidade no exterior

Para Rodolfo, essa é uma ótima oportunidade para aumentar a visibilidade brasileira na competição: “Os cervejeiros estrangeiros têm um carinho e um respeito enormes por nossas cervejarias e cervejas: somos criativos e inovamos sempre. Trazer o EBS para perto das marcas brasileiras fará esse sentimento aflorar ainda mais na visão deles e, com certeza, abriremos espaço para outros mercados e negócios”.

Ele também percebe como uma vitrine para o primeiro estilo brasileiro de cerveja: “Com a adição do estilo Catharina Sour no guia do EBS, nós temos que tentar trazer todos os exemplares brasileiros para o julgamento, afinal, o estilo foi criado aqui, temos que mostrar boa participação”, diz.

Um concurso consolidado

Um dos três maiores campeonatos de cerveja do mundo, o EBS nasceu em 2004, em Munique, fundado por Roland Demleitner, Werner Glossner e Stefan Stang, da Private Brauereien, associação que reúne cervejarias alemãs particulares e independentes, de pequeno e médio porte, e conta com centenas de membros.

Em 2018, foram 144 jurados de 32 países, com 2.344 cervejas inscritas e 195 medalhas distribuídas, seis delas conquistadas por marcas brasileiras. As inscrições para a edição 2019 vão de 2 de abril a 6 de setembro e a premiação será dia 13 de novembro, durante a Brau Beviale, em Nuremberg, Alemanha.

Foto: Daniel Zimmermann

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