Foco em receber o mercado cigano

Texto: Emílio Chagas | Foto: Luiza Kneipp

O que antes era uma troca de informações, de parceria, quase num clima colaborativo, hoje tornou-se um negócio crescente no mercado cervejeiro: o filão das cervejarias ciganas. São cervejeiros que não querem, ou não podem, arcar com elevados custos para montar uma fábrica, alojando-se em outras cervejarias para fazer as suas receitas.

Alguns participam ativamente, outros entregam tudo para as cervejarias “incubadoras”, sem participar do processo. O negócio evoluiu e hoje existem até cervejarias exclusivas para este público cigano. Também foi um bom caminho encontrado pelas fábricas que tinham os seus equipamentos ociosos. No fim, ganha o movimento cervejeiro.

Aberta em Juiz de Fora/MG e com fábrica localizada no município de Matias Barbosa/MG há 10 anos, a Cervejaria Antuérpia é hoje uma referência na hospedagem de ciganas, mas a sua história começa bem antes. A marca foi criada inicialmente para suprir a necessidade dos restaurantes de Celso e Saulo Oliveira, pai e filho que buscavam uma cerveja artesanal única, com estilos e personalidades marcantes.

“Saulo, após abrir uma Antwaarpse Pale Ale, convenceu o pai de que o caminho era fabricar as suas próprias bebidas. Para batizar o novo negócio, escolheram o nome da região belga onde é produzida a cerveja que haviam acabado de degustar: Antuérpia”, explica Giancarlo Vitale, químico, mestre-cervejeiro, beer sommelier e sócio da cervejaria.

Identificada com o rock (a cerveja foi lançada em 13 de julho, Dia Mundial do Rock), há pouco tempo a cervejaria passou por uma mudança na sua identidade para fortalecer o vínculo emocional com o público e ganhar mais visibilidade no mercado. “A frase ‘malte, lúpulo e liberdade’ representa nossa essência, está em nosso DNA. Somos livres, independentes e valorizamos a qualidade e criatividade acima de tudo.”

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