Kátia Jorge – Conhecimento cervejeiro sem fronteiras

Produção: Andréia Ramires / Texto: Emílio Chagas / Foto: Letícia Garcia

Com 57 anos, Kátia Jorge possui uma grande trajetória e muita estrada, com viagens de trabalho e estudos pelos principais países do mercado de cerveja — Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, Inglaterra, México, Portugal e vários outros. No mercado interno, é reconhecida como um dos principais nomes do meio cervejeiro, seja como professora, consultora, jurada ou mestre-cervejeira. Profissional versátil, vive atualmente entre o Rio de Janeiro e o Canadá como diretora das Américas da FlavorActiv, empresa especializada e líder mundial em gestão sensorial na área de alimentos e bebidas. Engenheira química, Kátia também é formada cervejeira pela VLB Berlim/Alemanha e sommelier de cerveja e vinho pela Doemens Akademie/Senac-SP.

Como começou a sua relação com o mundo cervejeiro?

Quando fui morar em Berlim, acompanhando o meu marido na época, que era aprendiz de mestre-cervejeiro na Brahma, em 1984, quando casamos. Eu queria continuar estudando química, fiz prova e entrei na Universidade Técnica de Berlim (TU Berlin), porém, as aulas do meu marido eram mais fascinantes e comecei a me interessar por cerveja.

Era a única mulher da classe. Também comecei a dar aulas particulares de química e trabalhei, inclusive, como pesquisadora dentro da universidade, no início de 1986. Meu salário fazia a diferença. O laboratório onde trabalhei prestava serviços para as cervejarias e eu mexia com equipamentos na parte (que eu amo) analítica de água, tanto cervejeira como de despejo, análise de organoclorados na água, por exemplo. Aprendi muito sobre análise instrumental.

Essa parte vem evoluindo muito, porém, o princípio continua valendo. Era para ficarmos lá dois anos apenas, mas quando ele estava terminando e era para voltar para o Brasil, ele foi convidado a continuar, fazer o curso de Engenharia de Alimentos/Engenharia cervejeira. Ele aceitou — naquela época, só existiam cinco [engenheiros cervejeiros] aqui no Brasil. Para mim, foi ótimo, eu já estava trabalhando, continuei o que eu estava fazendo. Voltamos no final de 1988.

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