Realidade e perspectivas do malte no Brasil

Malte

Não se tem informação exata do início da produção de malte no país, mas há indícios de que a do malte Pilsen tenha começado há mais de 40 anos. Já a dos maltes especiais são bem mais recentes: as primeiras iniciativas datam de 2014/2015.

Em nenhum dos casos, o país é autossuficiente — e não existem perspectivas imediatas. Há quem acredite que isso possa acontecer com o desenvolvimento das cervejas artesanais. Mais: não existem programas de incentivo à produção; o país é dependente de importação, embora algumas empresas, como a Agrária Malte (PR) e a Malteria Blumenau (SC), exportem malte para países da América do Sul e Europa; o Brasil tem um grande déficit de cevada e as principais regiões produtoras são Sul e Sudeste, fato que, segundo alguns, gera um dos grandes problemas do setor: a logística.

Em relação ao tempo de produção, o agrônomo Euclydes Minella, que trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária sobre trigo (Embrapa Trigo) de Passo Fundo/RS, diz que, em geral, a cevada produzida no país é colhida de outubro a dezembro, sendo malteada durante o ano seguinte. O início da utilização da safra nova ocorre a partir de fevereiro/março. “Uma vez na maltaria, a conversão da cevada em malte demora entre cinco a sete dias no país.”

A cevada é colida um vez por ano e estocada — Marcos Odebrecht, malteiro na Maltes Catarinense (SC), lembra que não há estoque de cevada fora das maltarias. Ele explica que o tempo de produção não é mensurado entre a colheita e a finalização do malte. “Afinal de contas, existe apenas uma colheita de cevada por ano e as maltarias devem estocar a sua matéria-prima o ano inteiro. Depois, elas vão trabalhar durante todo o ano, produzindo os seus maltes. Não existe mercado ‘spot’ para cevada.”

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Foto: Reprodução

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