Reflexos da pandemia no meio cervejeiro

Produção: Letícia Garcia | Texto: Emílio Chagas | Ilustrações: Iuri Lang Meira

Como se previa, a crise da Covid-19 atingiu em cheio o meio cervejeiro, provocando uma queda de aproximadamente 70% na produção da cadeia produtiva. Cervejarias, bares, brewpubs, lojas, restaurantes fechados, eventos cervejeiros cancelados — a pandemia vem provocando efeitos devastadores. Muitos talvez não sobrevivam. O fato é que a crise obrigou o setor a buscar alternativas de vendas, redesenhando o modelo de negócio, cortando custos e enxugando estruturas.

“O que ajudou bastante é que o meio cervejeiro é muito inventivo, consegue operar grandes mudanças de uma forma rápida. Já no começo da crise, várias cervejarias partiram para soluções de delivery e to go, uma realidade que o pessoal está chamando do ‘novo normal’, e isso ajudou a diminuir o impacto inicial”, diz Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva).

Para ele, o setor apresenta dois pontos críticos: o acesso ao crédito e a questão tributária, os grandes desafios de mudança no modo de negócios. Ele aposta no modelo de pequenas cervejarias locais. “Confio muito nelas, têm uma dinâmica muito rápida, contando com o fator local. Elas criam mais de 80% das vagas do setor formal e estão em mais de 500 municípios no país. Vão ter o menor índice de demissões.”

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