A primeira sexta-feira do mês de agosto marca a celebração de uma das bebidas mais antigas e consumidas no mundo, a cerveja. A data foi criada em 2007, em Santa Cruz, na Califórnia, nos Estados Unidos, quando quatro amigos em uma mesa de bar resolveram celebrar o Dia Internacional da Cerveja, como uma forma de valorizar a degustação, produção e união que a bebida proporciona entre os povos.
A confraternização já entrou no calendário em mais de 80 países e o Brasil não ficou de fora. O país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, com expectativa de crescimento de volume de vendas em mais de 15,4 bilhões de litros para este ano, segundo projeções da consultoria Euromonitor encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
“A indústria da cervejeira é um dos principais setores que contribui para geração de empregos e retomada econômica do país, que movimenta uma das extensas cadeias produtivas responsável por 2,02% do PIB, geração de mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos”, ressalta o superintendente do Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.
Em números, o setor cervejeiro e contribui com mais de R$ 25 bilhões em impostos e gera uma massa salarial de R$ 27 bilhões, sendo um multiplicador de empregos. Segundo estudo realizado em 2019 pela Fundação Getúlio Vargas, a cada emprego em uma cervejaria, outros 34 novos postos de trabalho são criados na cadeia produtiva.
Papel das cervejarias artesanais
O número de cervejarias brasileiras registradas no Mapa bateu a quantidade de 1.383, em dados mais recentes divulgados pelo Anuário da Cerveja, em 2021. Pela primeira vez, todos os estados do país registraram ao menos uma cervejaria, com a abertura da primeira fábrica no Acre. Nesse último balanceamento, foram registradas 204 novas cervejarias e outras 30 cancelaram seus registros, o que representou um aumento de 174, uma alta de 14,4%.
Giba Tarantino, presidente da Abracerva, afirma que a geração de emprego vinda do segmento artesanal vem aumentando por conta da evolução do mercado e com certeza contribuiu muito para os números acima citados. “Não só no chão de fábrica, mas também na logística, administração e bares. Em breve, devemos receber os números atuais do Mapa e só confirmaremos que o papel das artesanais segue muito grande. Estamos espalhados de norte a sul do país com muitas pessoas estudando, apaixonadas e trabalhando no dia a dia.”
Giba também comenta que, embora os números sejam cruéis no que diz respeito ao aumento cambial de insumos, de utilidades como energia, gás, gasolina, entre outros, o mercado está se adequando neste momento “pós”-pandemia: “o pessoal está otimista e a expectativa é de que as fábricas atinjam sempre mais pessoas através da distribuição, dos bares próprios ou das parcerias”, finaliza.





