Tecnologias ampliam rastreabilidade, autenticidade e ajudam marcas a aumentarem interação com o consumidor. Além disso, podem atuar no combate a falsificações, na otimização de operações e gerar valor ao longo da cadeia.
As embalagens estão deixando de cumprir apenas funções tradicionais, como proteger produtos e comunicar marcas, para se tornarem plataformas inteligentes de geração de dados. “Para as cervejarias e o setor de bebidas em geral, a adoção de rótulos inteligentes atua tanto na resolução de desafios críticos quanto como um diferencial de mercado. A embalagem deixou de ser um mero recipiente para se transformar em um ecossistema digital”, afirma Agustín Stamparin, gerente de Inovação para América Latina da Avery Dennison.
Com o avanço de tecnologias como RFID (Identificação por Radiofrequência) e Connected Packaging, rótulos e etiquetas passam a conectar fabricantes, distribuidores, varejistas e consumidores em um mesmo ecossistema digital, oferecendo rastreabilidade em tempo real, autenticação de produtos, maior eficiência operacional e novas formas de relacionamento com o mercado.
Essa transformação responde a desafios cada vez mais presentes em diferentes segmentos da indústria. A falsificação de produtos, a necessidade de maior visibilidade da cadeia de suprimentos, as exigências regulatórias e a crescente demanda dos consumidores por transparência e informações confiáveis exigem soluções capazes de acompanhar toda a jornada do produto, da fabricação ao consumo.
“Do ponto de vista da segurança, tecnologias como RFID, NFC ou QR Codes de segurança permitem proteger o produto de ponta a ponta”, observa Agustín. “Em um cenário no qual a cerveja já enfrenta um crescimento do mercado irregular de bebidas, garantir a autenticidade de cada garrafa e o controle da cadeia em tempo real entrega uma camada de confiança indispensável para produtores e distribuidores.”
Jornada da bebida e conexão com consumidor
Para as empresas, o acesso aos dados gerados durante toda a jornada do produto representa uma oportunidade de aprimorar processos internos e desenvolver estratégias mais eficientes. A visibilidade em tempo real sobre estoques, movimentação de mercadorias e comportamento de consumo contribui para reduzir rupturas, otimizar reposições, minimizar perdas e aumentar a disponibilidade dos produtos no ponto de venda.
O Connected Packaging amplia essa inteligência ao conectar embalagens físicas ao ambiente digital por meio de RFID, QR Codes inteligentes, NFC e outras tecnologias que oferecem acesso a conteúdos personalizados, informações sobre origem, autenticidade, sustentabilidade e uso dos produtos.
Além da segurança, a inteligência embarcada nas embalagens também fortalece a relação entre marcas e consumidores. Ao acessar uma embalagem conectada por meio do smartphone, o consumidor pode consultar informações detalhadas sobre a marca. Para Agustín, a verdadeira revolução acontece nas mãos do consumidor.
“O mercado cervejeiro é movido por paixão e boas histórias. Com um simples escaneamento pelo smartphone, a embalagem conectada oferece uma experiência imersiva: podemos contar os detalhes e a história da marca, sugerir harmonizações com pratos, entregar conteúdos exclusivos e integrar programas de fidelidade. Unir a proteção rigorosa do produto à conexão emocional direta com o cliente, em um único rótulo, é o que redefine o valor das marcas na era digital”, defende o gerente de Inovação da Avery Dennison.
A empresa, que é líder global em ciência dos materiais e soluções de identificação digital, defende e vem desenvolvendo tecnologias que unem essas soluções inteligentes, permitindo que as embalagens se transformem em Connected Packaging e elevando a visibilidade das marcas.
“A embalagem deixou de ser apenas um ponto de contato visual. Hoje ela é uma fonte estratégica de informações que conecta todos os elos da cadeia produtiva. Ao transformar cada produto em um ativo digital, as empresas passam a tomar decisões baseadas em dados, reduzem perdas, aumentam a eficiência operacional e oferecem uma experiência mais rica ao consumidor”, conclui Agustín.
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