Inclusão das microcervejarias no Simples Nacional: votação ocorre dia 1º

Amanhã, o segmento cervejeiro trava a primeira batalha para a tão almejada inclusão das microcervejarias no regime tributário do Simples Nacional. A bandeira em prol de uma carga tributária mais justa a essas empresas já é levantada há anos, mas é nesta quarta-feira que a proposta será votada na Comissão Especial do Supersimples do Congresso.

O processo consiste em três passos — caso seja aprovada, a ementa vai, em agosto, a plenário na Câmara, depois ao Senado, e então poderá ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. O momento agora, segundo o presidente da Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), Jorge Gitzler, é de apoio dos cervejeiros, distribuidores, donos de bares e lojas, blogueiros e consumidores, para que escrevam aos deputados, pedindo que estes votem a favor da causa. “Depois nós temos que manter esta mobilização para agosto, quando a batalha será ainda maior”, afirma Gitzler. O presidente ainda acrescenta que, com essa inclusão, seria possível dobrar a participação no mercado em cinco anos e movimentar mais de R$ 6 bilhões ao ano.

Beba Menos, beba melhor

Com cerca de 300 empresas de pequeno porte, o segmento de cervejas artesanais representa hoje 1% do mercado de bebidas frias no Brasil. No entanto, é essa fatia do setor a que mais sofre com a alta carga tributária — fator que desestimula um mercado que é, cada vez mais, reconhecido mundialmente quando o assunto é criatividade e qualidade. Além de gerar empregos, as micros ainda incentivam o consumo responsável e a valorização de produtos locais, através da interação entre produtor e consumidor em eventos e atividades relacionadas à bebida.

Abaixo, segue texto publicado na página da Abracerva no Facebook, para ser enviado aos deputados votantes que integram a Comissão Especial do Supersimples:

“Prezado Sr. Deputado,
Venho por meio deste e-mail pedir humildemente o apoio e o seu voto para a inclusão das microcervejarias no Simples Nacional.
Somos hoje cerca de 300 empresas familiares, que fomentam o trabalho e o turismo de sua região, e que hoje não representam 1% do mercado de bebidas frias do país.
Além disso, sofremos uma grande pressão das 4 megacervejarias (de capital estrangeiro) que têm a clara intensão de acabar com este mercado antes que ele realmente aconteça.
A Constituição Federal determina que a União, estados, Distrito Federal e municípios dispensem às microempresas e empresas de pequeno porte tratamento jurídico diferenciado e favorecido, visando incentivá-las pela simplificação, eliminação ou redução de suas obrigações administrativas tributárias, previdenciárias e creditícias. Acreditamos que uma microempresa se defina pelo faturamento e não pelo ramo de atuação. Quando o Simples foi criado, as cervejarias podiam optar, e depois foram excluídas do benefício.
O setor cervejeiro é um dos que mais sofre com a carga tributária no Brasil, cerca de 60%. As grandes cervejarias fogem dessas alíquotas através de convênios específicos e incentivos a que as microcervejarias não têm acesso.
O mercado brasileiro de microcervejarias tem se tornado uma referência mundial em termos de qualidade e diversidade. Nossas cervejarias são premiadas e admiradas mundo afora. Essa postura prega e fortalece conceitos de consumo consciente e responsável, como a filosofia do “Beba Menos, Beba Melhor”. Incluir as microcervejarias no Simples não se trata de um incentivo ao consumo desenfreado de álcool, e sim de um incentivo ao consumo saudável, como foco na qualidade do produto.”

Qualquer pessoa pode apoiar. Os contatos dos deputados federais podem ser obtidos através deste link.

TODOS JUNTOS PELA INCLUSÃO DAS MICROS

 

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