Um livro-reportagem sobre a história da cerveja no Brasil para divulgar a cultura cervejeira e preencher a lacuna de obras sobre o tema no país. Esse foi o projeto do jornalista e sommelier de cervejas Luís Celso Jr. inscrito no “Edital Fermenta! – Incentivo a Projetos de Cultura Cervejeira”, da Ambev. Na votação popular, o livro venceu a disputa recebendo 381 votos.
Grande parte dos brasileiros vê a cerveja apenas como uma droga lícita. Para mostrar que ela é muito mais que isso, para promover a melhora da imagem da bebida, aumentando a boa-vontade da sociedade para com ela, este projeto propõe que seja mostrada a cultura cervejeira de forma ampla. A ideia é evidenciar que a bebida é um item cultural, é parte importante da história brasileira, da gastronomia e do comportamento do seu povo.
“Há pouca coisa escrita sobre a história da cerveja no Brasil. Quero retratar desde nossa história mais remota, com as bebidas fermentadas dos povos originários do país, como cauim e caxiri, até a história recente. Vivemos um renascimento da cerveja artesanal e pude testemunhar essa história desde o começo da minha carreira em 2005. Quero contar a história dos pioneiros, mas também das cervejas diversas, como das cervejarias pretas, lideradas por mulheres, falar sobre o público LGBTQIAP+ na cerveja e não ficar só no eixo Sul-Sudeste, falando de cervejarias de todo o país”, explica Celso.
Para isso, será escrito um livro-reportagem no qual o jornalista e sommelier de cervejas Luís Celso Jr. vai narrar como será passar um ano em busca da história da cerveja no Brasil. A criação dessa obra será acompanhada de publicação impressa e digital, com eventos de lançamento aliados a palestras sobre o tema, distribuição dirigida e gratuita de exemplares em português e inglês (ebook), para impactar o maior público possível.
Para contar essa história, o autor fará viagens para lugares-chave da cultura cervejeira nacional, dentro e fora do país, realizando pesquisas, bibliográficas e de acervo, e fazendo entrevistas, traçando o perfil de micro cervejarias e cervejeiros de ontem e hoje.
O livro será dividido em duas partes. A primeira com capítulos referentes à história e ao renascimento da cerveja no mundo, bem como a história da cerveja no Brasil. Ela começa bem antes da colonização, ainda com os fermentados de amido dos povos originários, está nos porões dos navios dos portugueses e até em uma cervejaria montada por Maurício de Nassau em Pernambuco durante a estada dos holandeses no Nordeste do brasileiro. Ela pode ser a mais antiga do país e uma das primeiras das Américas.
Por isso, Celso irá para a Holanda atrás de documentações que possam comprovar a finalidade comercial da planta fabril, bem como à Portugal para descobrir quais foram as cervejas trazidas por Dom João quando a família real aportou no Brasil – é possível que as primeiras IPAs tenham chegado com ele ou pouco depois. Também procurará saber mais sobre as cervejarias dos imigrantes europeus no Brasil no século XIX, bem como contar a história de nascimento das gigantes Brahma e Antartica e outras plantas do século XX.
A segunda parte é o renascimento da cerveja artesanal no Brasil a partir de 1995, contando a história das pioneiras do mercado brasileiro como Dado Bier, Colorado, Borck, Eisenbahn e Baden Baden, além de várias cervejarias e de vários lugares que vieram depois até os dias de hoje. É importante frisar que nenhum grupo será deixado de fora nessa representação da cerveja brasileira, com capítulos dedicados às mulheres na cerveja, cervejarias femininas, pretas e a importância do LGBT+ no meio cervejeiro. Também serão incluídos outros players do mercado, como a mídia (blogueiros, revistas e influenciadores), as Acervas, escolas cervejeiras e plantas fora do eixo Sul-Sudeste.
O livro será feito em formato de literatura de não-ficção (jornalismo literário) para poder romper com os limites do público técnico/cervejeiro e atingir um público mais amplo, adepto desse tipo de leitura. Espera-se atingir mais de mil pessoas diretamente até o fim do projeto, somando pelo menos 3 vezes esse número com impacto indireto (livros emprestados a mais de um leitor) e vendas na internet (ou distribuição gratuita digital).
Cópias serão enviadas sem custo para bibliotecas e comunidades, além do impacto causado pela assessoria de imprensa do lançamento do livro e das palestras sobre o tema. O material terá alcance nacional por conta da internet e a versão de e-book em inglês permite o acesso do público internacional à obra.





