Por Ana Pampillon, turismóloga, sommelier de cervejas, coordenadora da Rota Cervejeira RJ e atuante no mercado de lúpulo brasileiro.
E seguimos, viajando, na história e nos recantos da Serra Verde Imperial.
A cidade da vez é Teresópolis e um pouquinho de sua história cervejeira.
Aos pés da Serra dos Órgãos, cercada por parques nacionais, estaduais e municipais, Teresópolis é a capital nacional do montanhismo, tem natureza exuberante, e água… muita água!
Em 1912, Alfredo Claussen , descendente de Dinamarqueses, se fixou na cidade com suas raízes cervejeiras, parecia já saber de tudo isso e, ao resgatar uma receita familiar, construiu a primeira indústria na cidade: uma cervejaria!
A Cervejaria THEREZOPOLIS, grafia da época, operou por seis anos, e em tempos de guerra, com relações cortadas com a Alemanha, impossibilitando a chegada dos insumos ao país, a cervejaria foi fechada.
Empreendedor, Alfredo montou também a primeira empresa de ônibus da cidade, que resiste até hoje.
E como essa história foi resgatada?
Quando um familiar de Alfredo Claussen, por volta de 2006, entra em contato com a cervejaria instalada na cidade de Teresópolis e oferece a receita para que a história tenha continuidade. Aí renasce a cerveja Therezopolis, e hoje temos a oportunidade de apreciar tanto as cervejas como a casa da experiência da marca, que é a Vila Sankt Gallen.
Hoje, a Therezopolis, que é uma das associadas da Rota Cervejeira, que assim como o Grupo Petrópolis, Kanton Bier, Favre Baum, Colarinho da Serra, Mad Brew e Águas de Bamba, oferece experiências turísticas incríveis, onde todos podem conhecer um pouco da história cervejeira da região.
Preparem a cerveja, que nossa próxima parada será Guapimirim.
Um brinde!






