A Doppelbock nasceu como uma opção para os monges Paulaner (Ordem de São Francisco de Paula) beberem ao longo dos seus jejuns, quando não podiam ingerir alimentos sólidos durante os 40 dias da Quaresma (antecedem a Páscoa) e as quatro semanas do Advento (antecedem o Natal). O que foi considerado e classificado como “pão líquido”, que servia como um substituto das refeições, foi denominado de Salvator devido às pro- priedades nutritivas que sustentavam os monges.
Naquela época, o estilo era bem menos alcoólico (menos que 5% de graduação alcoólica em volume) e, a partir de registros de Salvators comercializadas no século XIX, foi possível entender que essas cervejas eram realmente produzidas com altas densidade (OG alta), porém eram posteriormente pouco atenuadas ao longo da fermentação (próximo de 50% de atenuação da levedura). Com isso, há mais açúcar e dulçor residual. Essa cerveja ficou tão famosa que outras cervejarias passaram a produzir a próprias versões, adicionando o sufixo “-ator” para identificá-las como Doppelbock.
Leia a matéria completa na edição #63 da Revista da Cerveja.






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