Opa Bier vence prêmio de ecologia com projeto que integra produção de cerveja, pecuária e lúpulo

Cervejaria foi reconhecida na categoria Resíduos Sólidos — Setor Bebidas no 32º Prêmio Expressão de Ecologia, que teve premiação dia 26 de junho em Florianópolis/SC. Resíduos cervejeiros da marca entram em ciclo sustentável em projeto de economia circular.

 

A Opa Bier, de Joinville/SC, venceu a premiação ao apresentar seu projeto de economia circular que dá destino ao bagaço de malte de cevada e à levedura, subprodutos da produção de cervejas, conectando cervejaria, pecuária e o cultivo de lúpulo nacional. O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 e é reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente, tendo, nesta edição 2025–2026, 146 projetos inscritos.

O projeto vencedor da cervejaria, “Valorização de resíduos cervejeiros: impactos zootécnicos e ambientais na pecuária”, foi desenvolvido pelo Setor de Gestão Ambiental da Opa Bier. A proposta é dar destino inteligente ao bagaço de malte, resíduo sólido natural do processo cervejeiro.

O bagaço é coletado ainda fresco e incorporado à dieta bovina como complemento nutricional, reduzindo o descarte de resíduos orgânicos e evitando impactos ambientais associados à decomposição em aterros. Os cortes premium do rebanho são comercializados na loja de fábrica da cervejaria, sob o selo de carnes nobres Opa Beef.

Na Fazenda Opa Bier, o rebanho criado em confinamento participa do ciclo também por meio de sua matéria orgânica, utilizada no processo de adubação da lavoura de lúpulo nacional cultivada no mesmo local. Depois de colhido, o lúpulo é processado e retorna à cervejaria para a produção de novos lotes da Joinville Bier — rótulo da Opa que utiliza 100% de lúpulos joinvilenses em sua receita. A cada safra e a cada lote, o ciclo se fortalece e se renova.

Werner Weege, CEO da Opa Bier, explica que o exercício de economia circular da cervejaria resulta em pelo menos quatro grandes indicadores de sustentabilidade:  menos resíduos enviados a aterros, com reaproveitamento de bagaço e levedura; menor pressão por abertura de áreas de pastagem, com o modelo de confinamento; menor dependência de insumos externos na lavoura; redução da pegada de carbono no lúpulo.

“A premiação conquistada reconhece a sustentabilidade como engenharia de processo, não apenas como discurso, e mostra uma solução que conecta indústria e agro com inteligência de recursos e benefícios ambientais em cadeia”, conclui.

 

Foto: Fátima Damasceno

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