Texto: Andréia Ramires / Foto: Divulgação Abralatas
Mesmo com a crise do coronavírus, a venda de latas foi positiva para o setor de alumínios. Em 2019, a cerveja respondia por 55% das bebidas envasadas em latas; em 2020, cresceu para 70%.
O setor de latas de alumínio divulgou o resultado das vendas de 2020 e, apesar da pandemia, os números estão sendo positivos, batendo, inclusive, recordes no mês de junho. Na análise dos resultados do primeiro semestre deste ano, a cerveja em lata teve uma alta de 0,6%.
“O consumidor brasileiro está mudando alguns hábitos. E a boa notícia é que essas novas escolhas trazem os fatores da segurança, equilíbrio, praticidade, qualidade e meio ambiente, justamente tudo que a lata oferece”, afirma o presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), Cátilo Cândido.
Cátilo destaca ainda que as vendas das latas passaram a ser off trade, em atacarejos, hipermercados e lojas de conveniência, onde o consumidor compra e leva para casa. A embalagem, no Brasil, já completa 31 anos e segue ganhando espaço no mundo da cerveja, que ano passado registrou o crescimento de dois dígitos: 13,7% em relação a 2018, que era de 8,5%.
“Acredito que a lata tem uma grande sinergia com a geração que está alcançando o poder de compra. Com esse crescimento potencial, prevejo um mercado em expansão que já vem ocorrendo, com uma ampla gama de produtos, mais unidades fabris e, o mais
importante de tudo, a população a reconhecerá como a embalagem mais sustentável do planeta.”
Portaria assinada
Outra novidade que envolve o setor das latas no Brasil é a assinatura da portaria que abre a consulta pública para a implementação do Termo de Compromisso da Logística Reversa das Latas de Alumínio para Bebidas, assinada por Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
O Termo reforça o comprometimento do setor com a preservação do meio ambiente. “A iniciativa faz parte da Agenda de Qualidade Ambiental Urbana, por meio do Programa Lixão Zero, lançado pelo MMA em 2019. O intuito é acabar com os lixões espalhados em todo o no Brasil, com uma destinação final ambientalmente correta, além de aquecer o setor da reciclagem com a geração de emprego e renda”, afirma o ministro.
Para a operacionalização dos compromissos que pretende firmar com o Governo Federal, o setor propõe comprar todo o volume de sucata de lata disponível no mercado doméstico. “O volume reciclado de lata economiza, aproximadamente, 5 mil GWh/ano ou 1% do total consumido no Brasil, e a sua logística reversa garante geração de renda na ordem de R$ 5 bilhões por ano, enfatiza Milton Rego, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).





