Mudanças na identidade visual marcam nova fase da cervejaria, que prevê novo posicionamento e lançamentos no portfólio. Marca paranaense completa 10 anos em 2027.
As novidades para o aniversário de uma década da Cervejaria Xamã já começaram a surgir. A cervejaria passa por um amplo processo de rebranding, que inclui nova identidade visual, reposicionamento estratégico e expansão do portfólio. A nova marca é o grande destaque já divulgado e introduz o início da uma nova fase.
“O rebrand da Xamã nasceu de um momento de transformação vivido pela marca. Com o crescimento da produção, a expansão do portfólio de produtos e uma visão voltada para os próximos anos, surgiu a necessidade de repensar a forma como a Xamã se apresenta ao público, sem perder a essência que construiu sua história”, afirma a cervejaria. “Mais do que atualizar a identidade visual, a proposta era construir uma marca mais forte, consistente e preparada para acompanhar esse novo ciclo de crescimento.”
A nova identidade
A mudança na marca da Xamã é representativa porque sempre houve todo um cuidado com a parte visual. Os rótulos são desenvolvidos em parceria com artistas visuais, ilustradores, designers ou outras marcas criativas, fazendo com que a arte participe da construção da narrativa de cada cerveja.
Segundo a cervejaria, existia uma demanda constante em relação à apresentação dos produtos. “Embora cada rótulo tivesse sua própria personalidade e valorizasse o trabalho artístico, faltava uma unidade visual que permitisse ao consumidor reconhecer a marca de imediato. O desafio, portanto, não era tornar todos os produtos iguais, mas criar uma identidade capaz de conectar todo o portfólio”, dizem os fundadores.
Foi nesse contexto que Guilherme Romani, amigo de Luiz Mainardes, um dos fundadores da Xamã, passou a fazer parte do processo, conduzindo uma verdadeira reflexão estratégica sobre a marca. “O objetivo era traduzir visualmente tudo aquilo que a Xamã representa: criatividade, autenticidade, valorização da arte e qualidade, construindo uma identidade que mantivesse essas características, ao mesmo tempo em que aumentasse o reconhecimento da marca nas prateleiras e nos diferentes pontos de contato com o público.”
Além de uma renovação estética, o rebranding simboliza o início de uma nova fase para a Xamã, preparando a marca para a expansão do portfólio e para os próximos anos de crescimento. Entre as novidades previstas estão uma linha de refrigerantes elaborados com frutas brasileiras, começando pelo cupuaçu, o desenvolvimento de drinks enlatados e novas colaborações com empresas curitibanas.
“A nova identidade visual nasce como resultado de uma estratégia que busca fortalecer o posicionamento da empresa, tornando-a mais reconhecível, consistente e preparada para continuar evoluindo, sem abrir mão da personalidade que sempre a diferenciou.”
Trajetória da Xamã
A Xamã foi registrada oficialmente em 2017, mas sua história a começou muito antes. Em 2007, Luiz Mainardes e Michel de Freitas se conheceram no curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Luiz estagiou na Ambev e Michel, em uma startup incubada no Tecpar. Entre 2012 e 2013, uniram-se ao amigo Leonardo para criarem as próprias cervejas.
O nome da marca surgiu logo no início, fazendo uma conexão entre cerveja e a figura do xamã, presente em diversas culturas pelo mundo — aquele que busca conhecimento, compreender a natureza e preparar misturas unindo tradição, espiritualidade e cura.
As produções de fins de semana foram crescendo e, em 2016, eles mudaram os equipamentos para um galpão, decidindo abrir o negócio com o registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no ano seguinte.
Desde o início, a Xamã buscou explorar ingredientes pouco convencionais, transformando frutas, ervas, flores e elementos da biodiversidade brasileira em receitas autorais, com a proposta de criar experiências que dialogassem com cultura, território e identidade.
A produção mensal passou de aproximadamente dois mil litros para cerca de 12 mil litros. Ao longo da trajetória, foram desenvolvidos 224 rótulos diferentes, e o portfólio atual é composto por cerca de 20 cervejas. Os fundadores garantem que, mesmo com o rebranding, a proposta permanece a mesma que os motivou desde o início: experimentar, pesquisar e transformar referências culturais em produtos capazes de contar histórias.
Imagens: Divulgação Xamã









