Texto e foto: Andréia Ramires
O Sebrae e a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) realizaram de abril a maio deste ano um levantamento sobre os perfis de negócios do mercado cervejeiro. Com 486 fontes ouvidas entre fábricas, ciganas e brewpubs, foi constatado que 70% das marcas possuem até quatro anos de fundação.
Com o levantamento foi possível perceber que o mercado cervejeiro segue crescendo e que esse mercado é bastante jovem. A pesquisa também apontou o Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais como os estados que concentram o maior número de cervejarias independentes no Brasil.
Outro ponto observado foi de que o mercado segue predominantemente masculino. Cerca de 89% dos cervejeiros são homens, sendo apenas 11% marcado por mulheres. Além disso, 52% da idade média dos profissionais do setor fica em 39 anos, com alto grau de escolaridade. Também foi apontado que os entrevistados na pesquisa buscam mais de um curso de especialização.
Os cursos mais procurados são: tecnologia de produção cervejeira (81%), estilos (44%) e sommelier de cervejas (42%). O Censo ainda informou que o enquadramento tributário que prevalece entre as cervejarias artesanais independentes é o Simples Nacional (82%).
Entre as fontes ouvidas, 81% afirmaram que os seus produtos estão disponíveis em bares especializados em cerveja e que apenas 6% da venda é feita diretamente ao consumidor. Em termos de produção, 67% produzem em fábricas próprias, tendo em segundo lugar as ciganas que representam 25%. Por último, 8% ficam para fabricações em brewpubs.
Em relação a capacidade máxima de produção mensal, 51% declararam ser capazes de produzir até 10 mil. Atualmente, 41% das indústrias entrevistadas afirmaram fabricar de mil a cinco mil litros ao mês. Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, diz que a pesquisa é importante para dimensionar o mercado atual.
“Para nós, quanto associação, é essencial entender e conhecer o segmento para podermos direcionar as ações e incentivos em prol da maioria. Somente desta forma é possível mantermos um crescimento saudável do setor”, afirma.





