Texto: Andréia Ramires | Imagem: Divulgação
A Oca, de São Paulo/SP, entrou para o time de cervejarias artesanais. A marca traz em sua linguagem visual as influências das matrizes indígenas, além de florestas e ecossistemas nacionais. A primeira cerveja já foi lançada e nomeada como Tainá.
A brasilidade da cervejaria também estará impressa nas receitas dos rótulos da marca: seja pela inclusão de insumos tipicamente nacionais, como a tapioca e o cumaru — semente conhecida como a baunilha da Amazônia — ou pelos aromas e sabores tropicais bastante presentes nas cervejas. Ao criar a oca, o cervejeiro André Nóbrega explica que o olhar foi direcionado para a riqueza dos recursos naturais.
“Estamos trazendo a história e as manifestações artísticas de nossos povos, por meio de um design contemporâneo. A intersecção entre os recursos estéticos e as receitas foi muito pensada durante o processo de concepção da Tainá, nosso primeiro lançamento. E isso será algo marcante, também, na elaboração dos próximos produtos. Nossa proposta, para todas as nossas criações, é brincar com os sentidos e aproximar cada vez mais a cerveja da nossa cultura”, afirma.
A cerveja Tainá é uma Juicy IPA, ou “NEIPA” (New Ingland IPA, uma variação da India Pale Ale), e, por isso, possui amargor menos presente, trazendo em primeiro plano, bem marcados, os sabores e aromas dos lúpulos utilizados, neste caso, extraídos da dupla adição de dry hopping. Na aparência, possui coloração alaranjada e turva, com textura delicadamente aveludada e sedosa devido à adição de trigo e aveia. Com 60 IBU e 6,4% de ABV, a cerveja conta com intensas notas de frutas cítricas no sabor e no aroma.
A Oca Cervejaria já tem outras receitas definidas para os próximos lançamentos, entre elas: uma Hop Lager à base de tapioca, cerveja bem leve e refrescante, ideal para os dias quentes, e uma Imperial Stout com 12% ABV feita com café brasileiro e a semente de Cumaru. “O resultado do uso da Cumaru na cerveja é surpreendente”, garante o cervejeiro.





