Skatista Giuliana Ricomini é homenageada pela Goose Island Sisterhood

A ação da Goose Island Sisterhood, que homenageia mulheres periodicamente com a produção de cervejas, desta vez se inspirou na Giuliana Ricomini, uma das primeiras skatistas femininas no Brasil.

Na busca para quebrar o paradigma de que skate e cerveja não são coisas de mulher, a Confraria Goose Island Sisterhood colocou o capacete e subiu no skate para o lançamento da cerveja Giu. O lucro das vendas será destinado à Social Skate, associação escolhida pela homenageada.

Até o momento, seis cervejas já foram criadas pela confraria, entre elas a Carolina, Enedina, Nísia, Luz, Helô e Kitty, sendo a Giu a sétima produção. Ela é uma California Common, com 5% de teor alcoólico e 36 IBU. Apresenta leve frutado com notas sutis de caramelo no aroma e no sabor. A cerveja será vendida em três tamanhos de chope: 200 mL (R$ 11,50), 450 mL (R$ 20) e 570 mL (R$ 24), no BrewHouse da Goose Island (SP).

“A cada nova cerveja buscamos uma área diferente para discutir o papel da mulher na sociedade. O preconceito está em diversos lugares e aparece de diversas maneiras, seja na rua, no bar, em uma competição esportiva. Recentemente, em uma competição de skate, a campeã feminina recebeu uma premiação muito menor do que o vencedor masculino. Por quê?”, questiona Beatriz Ruiz, gerente de marketing da Goose.

Quem desejar provar a cerveja, disponível no BrewHouse da Goose, poderá ir ao local de terça a sexta, das 18h à 1h, sábado das 12h à 1h e domingo das 12h às 22h. O BrewHouse fica localizado na Rua Baltazar Carrasco, 187, no bairro Pinheiros, na capital de São Paulo.

“Queremos mostrar toda essa discrepância. Se atualmente ainda existe essa diferenciação, mesmo com uma maior participação das mulheres skatistas, imagine como era na época em que a Giuliana começou nas pistas. Ela foi uma das precursoras da modalidade e precisou quebrar muitas barreiras”, finaliza Beatriz.

Giuliana começou na modalidade com 13 anos, influenciada pelos meninos. Aos 16, deixou o interior paulista e passou a morar sozinha em São Paulo para tentar participar das competições. Encontrou diversas dificuldades pelo caminho, mas nunca desistiu de seus sonhos. Já deu aulas de skate e, atualmente, atua como professora de educação física e yoga.

“É raro alguém conseguir viver só do esporte no país e isso é ainda mais difícil dentro do universo feminino. Das meninas que fizeram história no sk8 aqui no Brasil, acho que só eu fiquei no país. O restante foi para o exterior”, comentou a homenageada.

Foto: Divulgação

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