As alternativas para driblar a crise econômica causada pelo Coronavírus

Texto: Andréia Ramires | Foto: Divulgação

A pandemia do novo Coronavírus está causando um impacto socioeconômico em diversos setores e o mercado artesanal com certeza não está de fora dessa. Bares, microcervejarias e profissionais do setor estão tendo que buscar alternativas para que a fonte de renda não congele.

Com a proibição de certos estabelecimentos abrirem as portas, as empresas precisaram fechar seus espaços para que seja evitada a aglomeração de pessoas. As cervejarias não foram proibidas de continuarem suas produções internas, no entanto, o varejo que recebia as bebidas estão fechadas. Com isso, uma das principais saídas não só para as cervejarias, mas também para bares, está sendo as vendas por delivery.

A cervejaria Farol, de Canela/RS, tem como forte as visitações a fabrica, degustações e harmonizações, já que o prédio que se tornou ponto turístico da cidade. Agora, o cervejeiro Mateus Silva afirma que a crise fez com que a marca buscasse alternativas. “Começamos a fazer atendimento via delivery, entrega de barris, de chopeiras, de growlers e garrafas. Era algo que a gente não explorava e descobrimos nesse período. Claro que não é o mesmo fluxo, mas é um plus que podemos incrementar quando as coisas melhorarem.”

Rafael Klaus, advogado, contador e sommelier de cervejas, destaca que não são apenas cervejarias brasileiras que estão buscando esse tipo de alternativa “O delivery está sendo a saída utilizada por cervejarias de Nova York, um dos grandes centros da pandemia nos EUA. Cervejarias de Middletown, como a Equilibrium Brewery, estão levando as cervejas aos seus clientes e divulgando esse serviço em suas redes. Em Ottawa, a Ridge Rock Brewing CO. divulga em suas redes a entrega residencial de cerveja, apresentando todos os rótulos e explicando o serviço.”

Além do delivery, outras ações começam a surgir em meio a pandemia, como abastecimento de growlers, estreitamento de venda com os PDVs, planejamento de produtos com valor agregado, investimentos em parcerias e eventos futuros. O mestre-cervejeiro da Heilige (RS), Paulo Sarvacinski, cita a estratégia do abastecimento dos growlers e o aumento da venda de garrafas para atacar os efeitos da crise. Além disso, cita a ação da empresa de insumos Malte Sul, que criou um sistema de venda e entrega para as cervejarias artesanais locais denominado de #apoieacervejalocal. A empresa está disponibilizando sua estrutura para vender e entregar os produtos das pequenas cervejarias.

“Penso que tudo isso deve ser aliado a uma boa comunicação visual. A cerveja é um produto que precisa de posicionamento da marca, rótulo, e identidade visual. Assim, o tempo pode ser usado para ações de rebranding, repensando o visual e a exposição estratégica em canais de mídia. Embora o momento não seja o ideal, aproveitar a oportunidade de se fazer presente como marca em um período difícil na vida das pessoas, pode ser uma oportunidade de construir um vínculo de confiança para o futuro, finaliza Rafael.

MANTENHA-SE INFORMADO SOBRE O MERCADO CERVEJEIRO

Insira seu nome e email para receber nossas informações

Comments are closed.